Segunda-feira é o “dia oficial” de tomada de novas resoluções, modificações de hábitos e transformações. A campanha “Segunda sem Carne” propõe conscientizar pessoas sobre o impacto do consumo de produtos e alimentos de origem animal na nossa sociedade, saúde humana e no planeta.
A proposta é retirar por um dia da nossa alimentação qualquer alimento de origem animal. O objetivo é incentivar a redução do consumo de carne e, consequentemente, o aumento do consumo de leguminosas, frutas, cereais e verduras, como recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde.

Existente em mais de 40 países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido, onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney. No Brasil a campanha foi lançada em outubro de 2009 e hoje conta com o apoio de governos, personalidades e empresas. Ela se sustenta em quatro pilares: Preocupação com os Animais, Preservação do Planeta Terra e Saúde das Pessoas. Além disso, o movimento ainda motiva o descobrimento de novos sabores.

 

Pelos animais
Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres (bois, porcos, frangos) por ano em todo o mundo para nossa alimentação. Isso sem contar os animais marinhos mortos pela mesma causa.
No Brasil, o panorama nada difere. Segundo dados do IBGE, do 2º trimestre de 2018, o número de animais abatidos no nosso país é de aproximadamente 1 boi, 1 porco e 175 frangos POR SEGUNDO. Essa feroz competição do agronegócio tem levado os produtores a tratar os animais como objetos e mercadorias, muitas vezes sendo criados com injeção de hormônios para permitir um crescimento mais rápido e abatidos em condições muito precárias. Assim, o movimento defende que, uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais devem poder viver livres, juntos aos membros de sua espécie.

Pelo planeta
A pecuária representa uma das atividades humanas mais impactantes para o meio ambiente, pois consome grande quantidade de água, comida (grãos para alimentação), recursos energéticos, demanda uma grande área, causam contaminação de mananciais e erosão. E, pasmem! A pecuária é uma grande geradora de poluição atmosférica.
Pode parecer brincadeira, mas a produção de carne bovina – em especial, a flatulência das vacas – tem responsabilidade maior na emissão de gases do efeito estufa do que a quantidade de gás emitida pelos automóveis.

A pecuária é também a principal causa por trás da destruição de florestas tropicais e outras áreas naturais. No Brasil, a pecuária é a responsável pela maior parte do desmatamento na Amazônia Legal.


Outros dados sobre o impacto da pecuária no planeta:
Devido ao uso intensivo de água para produção de carnes, um consumidor médio de carne demanda indiretamente mais de 3.800 litros de água por dia, a chamada água virtual; A produção de 1 quilo de carne bovina no Brasil emite cerca de 335 quilogramas de gás carbônico (CO2), o que equivale a dirigir um carro médio por cerca de 1.600 quilômetros; A pecuária é responsável por 15,4% das emissões de gases causadores do efeito estufa oriundas das atividades humanas;

Pela saúde das pessoas
Uma alimentação centrada em vegetais favorece a prevenção de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes. De acordo com estudos, uma mudança dos hábitos alimentares da população mundial para uma dieta à base de vegetais poderia evitar a morte de 8 milhões de pessoas até 2050. Além disso, grande parte dos grãos produzidos mundialmente vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. Em um planeta com 821 milhões de pessoas passando fome, as carnes demandam recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados diretamente para alimentação humana.

Fonte: Autossustentável (texto adaptado)

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